Quarta feira de realização de lucro no exterior.

Um dia após as bolsas americanas atingirem novas máximas históricas de fechamento, impulsionadas pelas notícias positivas sobre vacinas contra a covid-19, os investidores colocam o pé no freio, pelo menos por hoje, e realizam parte do lucro dos últimos dias.

Marlon Scatolin 02/12/20 às 16:23
Quarta feira de realização de lucro no exterior.

Um dia após as bolsas americanas atingirem novas máximas históricas de fechamento, impulsionadas pelas notícias positivas sobre vacinas contra a covid-19, os investidores colocam o pé no freio, pelo menos por hoje, e realizam parte do lucro dos últimos dias.

Na agenda, os mercados monitoram a produção industrial brasileira de outubro, a prévia do payroll nos Estados Unidos e a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve.

A julgar pelo primeiro pregão de dezembro, o rali de novembro deve se prolongar para o último mês do ano. Ontem, o Ibovespa terminou o dia em forte alta de 2,3%

Com um maior fluxo destinados aos ativos de risco, o dólar começou dezembro em queda expressive de 2,2%.

Uma vacina no horizonte. É com isso que boa parte do mercado financeiro está contando para manter o otimismo e seguir subindo. A Moderna e a Pfizer são duas das empresas que já solicitaram autorização para o uso emergencial de suas vacinas, tanto nos Estados Unidos quanto na União Europeia.

Com o cenário otimista, as ações dos pesos-pesados da bolsa, como bancos, Petrobras e Vale seguem impulsionando a bolsa brasileira, com a entrada cada vez maior de estrangeiros nesses papéis.

Temos que ficar atentos ao aumento do número de casos do coronavírus no país e a perspectiva de que a recuperação econômica seja impactada pode freiar o ímpeto dos investidores brasileiros.

Outra notícia que pode pressionar alguns papéis da bolsa é o aviso do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) de que as principais hidrelétricas do País estão com os reservatórios em níveis historicamente baixos.

A Vale, no entanto, pode se beneficiar dos novos recordes do minério de ferro, negociado na China.

Tivemos dia de recordes, não foi só por aqui que os mercados começaram com o pé direito. O bom humor também levou as bolsas americanas a alcançarem novas máximas históricas. Os índices S&P 500 e o Nasdaq renovaram seus recordes de fechamento. Na semana passada, havia sido a vez do Dow Jones.

Na ressaca do apetite por risco em Nova York, as bolsas asiáticas fecharam quase todas em altas. As únicas exceções foram os mercados da China e Hong Kong, onde a queda das ações da Xiaomi pressionou os negócios.

Hoje já é um pouco diferente, na sequência de grandes altas, não são raros os dias mais contidos, com os investidores realizando parte dos lucros recentes. Esse parece ser o caso desta quarta-feira.

A tendência que predomina nos mercados nas primeiras horas da manhã é de uma leve realização nos lucros, com os índices futuros em Wall Street em leve queda, assim como as principais praças europeias.

O cenário, no entanto, está longe de ser de pessimismo. No Reino Unido, o governo autorizou o uso emergencial da vacina da americana Pfizer. Nos Estados Unidos, a retomada das conversas em torno de um pacote de ajuda de US$ 908 bilhões para combater os efeitos negativos do coronavírus na economia deixam os agentes financeiros otimistas.

Na agenda de hoje no Brasil, o destaque do dia fica com a divulgação da produção industrial de outubro (9h).

Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, volta a participar de audiência no Congresso (12h). O banco central americano também divulga hoje a o seu Livro Bege, com dicas do futuro da política monetária do país (16h). O relatório de emprego do setor privado dos EUA também deve movimentar o dia (10h15).

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